#2 - 02/07 - 2a feira
Vivendo num Conto de Fadas: a burguesia
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| Palácio de Monserrate |
Dedicaremos nosso segundo dia da viagem à exploração do modo de vida dos burgueses europeus que escolheram Sintra como localidade a abrigar suas luxuosas mansões, na virada do século XIX para o século XX. Teremos contato com o mundo fantasioso criado nessas propriedades, nas quais os muito ricos ofereciam festas e recepções de forma alheia ao mundo real, sustentando extravagâncias que extrapolavam a arquitetura eclética dos palácios e se multiplicava nos jardins com espécies exóticas de todo o globo e com estruturas que os caracterizam como verdadeiros parques de diversão (passagens secretas, grutas artificiais, torres invertidas, entre outros elementos). Para uma imersão nesse cenário burguês da chamada belle époque, sugiro que assistam ao filme "A Regra do Jogo" (1939), de Jean Renoir, comédia de costumes retratando o cotidiano da classe mais abastada francesa.
Iniciaremos o dia bem cedo, após tomarmos café da manhã no hotel, seguindo para a estação de trem de Rossio - a estação de metrô Marquês de Pombal fica a 150m do hotel, e dela são apenas duas estações pela linha azul até a estação Restauradores/Rossio, conectada com o terminal ferroviário - onde embarcaremos rumo a Sintra. A viagem dura cerca de 40 minutos, e planejaremos chegar na cidade serrana por volta das 9h.
Chegaremos em Sintra na certeza de sermos recebidos pelo cheiro de café e queijadas, aos quais resistiremos de início para estarmos prontos para visitar nosso primeiro ponto de interesse bem na hora de sua abertura, às 9:30. Da estação de trem cruzaremos o centro da cidade até a Quinta da Regaleira, num percurso de aproximadamente 1,5km.
| Quinta da Regaleira |
António Augusto de Carvalho Monteiro (1848-1920), nascido no Rio de Janeiro e herdeiro de grande fortuna de família com o comércio de café e pedras preciosas no Brasil, designado pelo rei D. Carlos I como Barão de Almeida em 1904 após anos instalado em Portugal, comprou a quinta de 4 hectares por 25 contos de réis. No mesmo ano que ganhou o título de barão, procurou um arquiteto para construir a sua propriedade dos sonhos, digna de uma pessoa de sua estatura social. Escolheu o italiano Luigi Manini para tal missão, o qual recebera sua primeira encomenda em Portugal no Teatro de São Carlos (casa de óperas em Lisboa) como cenógrafo. Anteriormente já havia feito cenografia no Teatro alla Scala de Milão. E de fato o sonho de António Augusto tinha muito em comum com um enredo de uma ópera: ele não queria apenas a construção de uma mansão, desejava um verdadeiro complexo altamente decorado e luxuriante, algo que um arquiteto italiano com experiência em cenografia faria com grande êxito. E Manini o fez. Em 1910 ficou pronto o palácio impressionantemente decorado, além dos jardins planejados, lagos e grutas artificiais, construções enigmáticas com significados alquímicos (famosa torre invertida). A arquitetura é de verdadeiro ecletismo, com elementos românticos, góticos, renascentistas e manuelinos. O exótico - tão em voga no início do século XX - também pode ser encontrado. Quando estivermos em algumas das sacadas do palácio, procuraremos pela curiosa gárgula em forma de canguru, exemplo desse exotismo. Atualmente a Quinta pertence à câmara municipal de Sintra.
Após uma visitação cuidadosa de cerca de 2 horas na Quinta da Regaleira, seguiremos até o Palácio de Monserrate. Ao sair da Quinta há uma parada de ônibus, e lá pegaremos o ônibus 435 Villa Express 4 Palácios. São cerca de 8 minutos até Monserrate.
A história de Monserrate remonta a tempos distantes, com a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate em 1540. Porém o palácio que atualmente conhecemos foi mandado construir em 1858 por Francis Cook, milionário inglês do ramo de têxteis, que adquiriu a propriedade e planejou torná-la a residência de verão da família. Contratou o arquiteto James Knowles para construir o palácio e uma série de paisagistas ingleses para criarem um vasto e elaborado jardim de plantas exóticas. Estima-se que 2.000 pessoas trabalharam na construção da propriedade, 50 das quais exclusivamente dedicadas à jardinagem. Quando finalizada a obra, os Cook decoraram o palácio com uma vasta coleção de obras de arte atualmente dispersas em diversos museus pelo globo. Os funcionários contratados para cuidar de Monserrate chegaram ao número de 300.
A propriedade se estende por 33 hectares, abrigando diversos núcleos de jardins exóticos (como o Jardim do México e o Jardim do Japão) - mais uma vez reforçando o modismo estético do exotismo na belle époque. Um detalhe curioso são as ruínas artificiais de uma capela, quase que um símbolo do movimento romântico, construídas por Francis Cook, imitando as frequentes ruínas de mosteiros e abadias presentes nas paisagens inglesas.
Após uma visitação cuidadosa de cerca de 2 horas na Quinta da Regaleira, seguiremos até o Palácio de Monserrate. Ao sair da Quinta há uma parada de ônibus, e lá pegaremos o ônibus 435 Villa Express 4 Palácios. São cerca de 8 minutos até Monserrate.
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| Mapa da linha de ônibus 435 Villa Express 4 Palácios |
A propriedade se estende por 33 hectares, abrigando diversos núcleos de jardins exóticos (como o Jardim do México e o Jardim do Japão) - mais uma vez reforçando o modismo estético do exotismo na belle époque. Um detalhe curioso são as ruínas artificiais de uma capela, quase que um símbolo do movimento romântico, construídas por Francis Cook, imitando as frequentes ruínas de mosteiros e abadias presentes nas paisagens inglesas.
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| Capela em ruínas nos jardins de Monserrate |
Após cerca de 1 hora e meia em Monserrate, pegaremos o ônibus 435 Villa Express 4 Palácios de volta para o centro histórico de Sintra (cerca de 15 minutos).Almoçaremos e não perderemos a oportunidade de, agora sim, ceder aos aromas encantadores da doçaria de Sintra. Parada obrigatória após o almoço será a confeitaria Piriquita, onde comeremos Queijadas e Travesseiros, ex libris da culinária da cidade.
Embora tenhamos tido contato com duas magníficas propriedades parecidas saídas de contos de fada, ainda nos aventuraremos a mais um fantástico ponto de visitação. Reuniremos fôlego, certos de que nosso esforço será muito bem recompensado. Passaremos no posto de informação turística do centro de Sintra, o Ask Me Sintra, para confirmar os horários dos ônibus e obter maiores esclarecimentos da rota que faremos até nossa última parada do dia. Após todas as confirmações feitas, devemos pegar o ônibus 441 sentido Terrugem Escola na Estação Portela de Sintra (é outra estação, fica a 2 km do centro histórico, e aqui será prático tomar um taxi), às 15:35 ou às 16:20. Desceremos na parada Azenhas do Mar, nosso destino final do dia, após viagem de cerca de 21 minutos.
A aldeia de Azenhas do Mar encontra-se cinematograficamente disposta numa encosta que termina no mar, com uma piscina oceânica. Iremos percorrer as ruelas entre as casas brancas, algumas decoradas com o tradicional azulejo português, e procuraremos miradouros para apreciar e tirar fotos da paisagem espetacular (também saída de um conto de fadas, porém talvez de uma forma mais autêntica, sem o apelo da riqueza). Há um restaurante perto da piscina oceânica, o qual possui bela vista para o mar.
Às 18:00 parte o ônibus de Azenhas do Mar até a Estação Portela de Sintra, portanto teremos até esse horário para aproveitar a aldeia. Caso precisarmos de mais tempo, há outro ônibus às 18:50 e, por fim, o último ônibus do dia, às 19h (esse da linha 440, com o mesmo destino da linha 441).
Chegando em Sintra, tomaremos o trem até a Estação do Rossio/Lisboa, a tempo de jantar pela região da Praça dos Restauradores, e reuniremos o fôlego final do dia para voltar para nosso hotel e desfrutar de uma merecida noite de sono.
Embora tenhamos tido contato com duas magníficas propriedades parecidas saídas de contos de fada, ainda nos aventuraremos a mais um fantástico ponto de visitação. Reuniremos fôlego, certos de que nosso esforço será muito bem recompensado. Passaremos no posto de informação turística do centro de Sintra, o Ask Me Sintra, para confirmar os horários dos ônibus e obter maiores esclarecimentos da rota que faremos até nossa última parada do dia. Após todas as confirmações feitas, devemos pegar o ônibus 441 sentido Terrugem Escola na Estação Portela de Sintra (é outra estação, fica a 2 km do centro histórico, e aqui será prático tomar um taxi), às 15:35 ou às 16:20. Desceremos na parada Azenhas do Mar, nosso destino final do dia, após viagem de cerca de 21 minutos.
| Mapa da linha de ônibus 441 |
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| Azenhas do Mar |
A aldeia de Azenhas do Mar encontra-se cinematograficamente disposta numa encosta que termina no mar, com uma piscina oceânica. Iremos percorrer as ruelas entre as casas brancas, algumas decoradas com o tradicional azulejo português, e procuraremos miradouros para apreciar e tirar fotos da paisagem espetacular (também saída de um conto de fadas, porém talvez de uma forma mais autêntica, sem o apelo da riqueza). Há um restaurante perto da piscina oceânica, o qual possui bela vista para o mar.
Às 18:00 parte o ônibus de Azenhas do Mar até a Estação Portela de Sintra, portanto teremos até esse horário para aproveitar a aldeia. Caso precisarmos de mais tempo, há outro ônibus às 18:50 e, por fim, o último ônibus do dia, às 19h (esse da linha 440, com o mesmo destino da linha 441).
Chegando em Sintra, tomaremos o trem até a Estação do Rossio/Lisboa, a tempo de jantar pela região da Praça dos Restauradores, e reuniremos o fôlego final do dia para voltar para nosso hotel e desfrutar de uma merecida noite de sono.
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Após no primeiro dia de viagem termos visto o mural de azulejos retratando a ascensão socioeconômica de um burguês, neste segundo dia pudemos visitar duas propriedades de milionários europeus datas do início do século XX, conhecendo um mundo de luxo e certo alheamento com a realidade ao redor, fazendo com que elas pareçam ter saído de um conto de fadas. Percorremos também a encantadora cidade de Sintra, provando clássicos de sua doçaria, e por fim visitamos a pitoresca aldeia de Azenhas do Mar, com sua paisagem inacreditável.
Nosso terceiro dia de viagem também irá nos levar a visitar locais parecidos saídos de contos de fada, porém dessa vez não ligados ao universo burguês. Conheceremos um pouco mais intimamente a vida da aristocracia portuguesa e alguns hábitos da Coroa.
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Aqui futuramente serão colocadas informações práticas de deslocamentos nos pontos turísticos citados, para uso/interesse de terceiros.
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